quarta-feira, 8 de setembro de 2010

RELIGIÃO

RELIGIÃO

EM BUSCA DA TRANSCENDÊNCIA

O QUE É RELIGIÃO? QUAL A DIFERENÇA DE SEITA?

MITOLOGIA É RELIGIÃO? O QUE É HERESIA?

RELIGIÃO deriva do termo latino "Re-Ligare", que significa "religação" com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.

Sendo assim o hábito, geralmente por parte de grupos religiosos de taxarem tal ou qual grupo religioso rival de seita, não têm apoio na definição do termo. SEITA, derivado da palavra latina "Secta", nada mais é do que um segmento minoritário que se diferencia das crenças majoritárias, mas como tal também é religião.

HERESIA é outro termo mal compreendido. Significa simplesmente um conteúdo que vai contra a estrutura teórica de uma religião dominante. Sendo assim o Cristianismo foi uma Heresia Judáica assim como o Protestantismo uma Heresia Católica, ou o Budismo uma Heresia Hinduísta.

A MITOLOGIA é uma coleção de contos e lendas com uma concepção mística em comum, sendo parte integrante da maioria das religiões, mas suas formas variam grandemente dependendo da estrutura fundamental da crença religiosa. Não há religião sem mitos, mas podem existir mitos que não participem de uma religião.

MÍSTICA pode ser entendida como qualquer coisa que diga respeito a um plano sobre material. Um "Mistério".

PRESENÇA DA RELIGIÃO EM TODA A CULTURA HUMANA

Não há registro em qualquer estudo por parte da História, Antropologia, Sociologia ou qualquer outra "ciência" social, de um grupamento humano em qualquer época que não tenha professado algum tipo de crença religiosa. As religiões são então um fenômeno inerente a cultura humana, assim como as artes e técnicas.

Grande parte de todos os movimentos humanos significativos tiveram a religião como impulsor, diversas guerras, geralmente as mais terríveis, tiveram legitimação religiosa, estruturas sociais foram definidas com base em religiões e grande parte do conhecimento científico, "filosófico" e artístico tiveram como vetores os grupos religiosos, que durante a maior parte da história da humanidade estiveram vinculados ao poder político e social.

Hoje em dia, apesar de todo o avanço científico, o fenômeno religioso sobrevive e cresce, desafiando previsões que anteveram seu fim. A grande maioria da humanidade professa alguma crença religiosa direta ou indiretamente e a Religião continua a promover diversos movimentos humanos, e mantendo estatutos políticos e sociais.

Tal como a Ciência, a Arte e a Filosofia, a Religião é parte integrante e inseparável da cultura humana, é muito provavelmente sempre continuará sendo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O CIRCO

Sinônimo de alegria, é uma das mais antigas e completas manifestações populares e artísticas, pois durante o espetáculo, sob uma lona colorida, tem música, teatro, dança, cenografia e figurino.


Na Grécia Antiga, cinco séculos antes de Cristo, já havia espetáculos com animais amestrados e competições de homens com homens, animais com animais e homens com animais.

Na Roma Imperial, os espectadores assistiam e apostavam em corridas de charretes que começavam de manhã e só terminavam à noite. O maior dos circos romanos chamou-se Maximus, feito de pedra e com capacidade para 150 mil pessoas. O circo era composto por 3 partes: a arena ou pista, onde o espetáculo acontecia; a arquibancada, onde a platéia se divertia e as cavalariças, onde carros e animais eram guardados.

Na Idade Média, grupos de equilibristas, malabaristas e ilusionistas se apresentavam em feiras populares. Esses grupos, chamados de "Saltimbancos", viajavam pela Europa se apresentando por cada um dos vilarejos por onde passavam. Nessa época, na Itália, existiam os bobos da corte, artistas do riso que moravam nos castelos para animar as festas com suas brincadeiras, músicas e malabarismos. Suas roupas eram coloridas e recheadas com palhas de cereais, aumentando o efeito cômico. Surgiram o Arlequim, Pierrô e Colombina.

O circo viveu seu apogeu no século XIX, onde contava com inúmeras atrações como a de animais vindos de todas as partes do mundo e artistas com diferentes habilidades (músicos, bailarinos, ginastas, adestradores e mágicos).

Hoje, o circo tem uma tenda de lona (estrutura inspirada na arquitetura dos povos nômades do Oriente) fácil de montar e desmontar. Os animais ferozes e seus domadores fazem parte de um número que surgiu no circo atual. Os bobos da corte e os Arlequins, são hoje nossos palhaços. Trabalhar no circo é também morar no circo, viajar com o circo e levar a "vida de circo". No circo é comum um artista ter muitas funções e saber fazer de tudo um pouco.

A televisão, o rádio e o cinema apareceram como novas formas de lazer afastando as pessoas do circo, mas o amor pela arte faz com que a fantasia presente nos espetáculos seja passada de geração para geração. A arte é passada de pai para filho, mas existem os circos-escola que ensinam a arte circense.

FOLCLORE PELO BRASIL




Retirado de http://www.unicamp.br/folclore/Material/extra_dancas.pdf


IMPORTANTE: NÃO SOU O AUTOR destas linhas abaixo e gostaria muitíssimo que o nome do distinto figurasse aqui no início. Segue a bibliografia abaixo.

DANÇAS FOLCLÓRICAS BRASILEIRAS

Entende-se por Danças Folclóricas as expressões populares desenvolvidas em conjunto ou individualmente, frequentemente sem sazonalidade obrigatória. Tudo indica que é na coreografia que reside seu elemento definidor. Existe grande número delas no Brasil. Para a organização do inventário que se segue, foi necessária uma seleção, aqui definida pelos critérios de abrangência nacional e por algumas particularidades, regionais e/ou locais.

Região Sudeste

· Batuque (SP, MG, ES) - dança de terreiro com dançadores de ambos os sexos, organizados em duas fileiras – uma de homens e outra de mulheres. A coreografia apresenta passos com nomes específicos: “visagens” ou “mica-gens”, “peão parado” ou “corrupio”, “garranchê”, “vênia”, “leva-e-traz” ou “cã-cã”. São executados com os pares soltos que, saindo das fileiras, circulam livremente pelo terreiro. O elemento essencial em toda a coreografia é a umbi-gada, chamada “batida”: os dançadores dão passos laterais arrastados, depois levantam os braços e, batendo palmas acima da cabeça, inclinam o tronco para trás e dão vigorosa batida com os ventres. Os instrumentos musicais são todos de percussão: Tambu, Quinjengue, Matraca e Guaiá ou chocalho.

· Cana-verde (toda a região) - também chamada Caninha-verde, esta dança apresenta variantes no que se refere à cantoria, à coreografia, à poética e à música. No Rio de Janeiro, é uma das “miudezas” da Ciranda e uma dança com bastões. Algumas recebem nomes variados; como Cana-verde de passagem (MG e SP), Cana-verde simples (SP). A disposição dos dançadores varia entre círculo sem solista, fileiras opostas, rodas concêntricas; os movimentos podem ser deslize dos pés, sapateios leves ou pesados, balanceios, gingados, troca de pares. O movimento tido como característico é a “meiavolta”, desenvolvida num círculo que se arma e se desfaz com os dançadores deslizando, ora para dentro ora para fora, ora em desencontro, ora em retorno à posição inicial.

· Catira ou Cateretê (MG, SP) – é executada exclusivamente por homens, or-ganizados em duas fileiras opostas. Na extremidade de uma delas fica o vio-leiro que tem à sua frente o seu “segunda”, isto é, outro violeiro ou cantador que o acompanha na cantoria. O início é dado pelo violeiro que toca o “ras-queado”, para os dançadores fazerem a “escova”- batepé, bate-mão, pulos. Prossegue com os cantadores iniciando uma moda de viola. Os músicos inter-rompem a cantoria e repetem o rasqueado. Os dançadores reproduzem o bate-pé, o bate-mão e os pulos. Vão alternando a moda e as batidas de pé e mão. Acabada a moda, os catireiros fazem uma roda e giram batendo os pés alter-nados com as mãos: é a figuração da “serra acima”; fazem meia-volta e repe-tem o sapateiro e as palmas para o “serra abaixo”, terminando com os dança-dores nos seus lugares iniciais. O Catira encerra com Recortado: as fileiras trocam de lugar, fazem meio-volta e retornam ao ponto inicial. Neste momen-to todos cantam o “levante”, que varia de grupo para grupo. No encerramento do Recortado os catireiros repetem as batidas de pés, mãos e pulos.

· Caxambu (MG, RJ) – dança de terreiro executada por homens e mulheres postos em roda sem preocupação de formar pares. No centro, fica o solista, “puxando” os cantos e improvisando movimentos constituídos de saltos, volteios, passos miúdos, balanceios. Os instrumentos acompanhantes são dois tambores, feitos de tronco de árvore, cavalos a fogo e recobertos com couro de boi. São denominados Tambu ou Caxambu e Candongueiro. Às vezes aparece uma grande cuíca, feita de tonel de vinho ou cachaça. É chamada Angoma-puíta. As músicas, denominadas “pontos”, são tiradas pelo dançador-solista e respondidas pelo coro dos participantes. O canto inicia com pedidos de licença aos velhos caxambuzeiros desaparecidos e depois se mesclam de simbolismo e enigmas intrincados. Atualmente observa-se um sincretismo com a Umbanda, perceptível na indumentária e nos adereços usados pelos participantes.

· Ciranda (RJ) – No Rio de Janeiro o termo ciranda pode significar tanto uma dança específica quanto uma série de danças de salão, que obedecem a um esquema: Abertura, Miudezas e Encerramento. Enquanto dança, faz parte das miudezas da Ciranda, baile. A Ciranda-baile, também denominada Chiba, tem na Chiba-cateretê a que faz a abertura da série; as Miudezas são um conjunto de variadas danças com nomes e coreografias diversos; Cana-verde de mão, Cana-verde valsada, Caranguejo, Arara, Flor-do-mar, Canoa, Limão, Chapéu, Choradinha, Mariquita, Ciranda, Namorador, Zombador. O Encerramento é feito com a Tonta, também chamada Barra-do-dia. As músicas são na forma solo-coro, tiradas pelo mestre em quadras tradicionais e circunstanciais, respondidas pelas vozes dos dançadores. O acompanhamento musical é feito por viola, violão, cavaquinho e adufes. Na Chiba-cateretê o conjunto musical é composto ainda do Mancado: um caixote percutido com tamancos de madeira.

· Dança de S. Gonçalo (MG, SP) – para sua execução os dançadores se organi-zam em duas fileiras, uma de homens e outra de mulheres, organizados dian-te de um altar do santo. Cada fileira é encabeçada por dois violeiros – mestre e contramestre – que dirigem todo o rito. A dança é dividida em partes chama-das “volta”, cujo número varia entre 5, 7, 9 e 21. As “voltas” são desenvolvidas com os violeiros cantando, a duas vozes, loas a São Gonçalo, enquanto os dançadores, sapateando na fileira em ritmo sincopado, dirigem-se em dupla até o altar, beijam o santo, fazem genuflexão e saem sem dar as costas para o altar, ocupando os últimos lugares de suas fileiras. Cada volta pode demorar de 40 minutos a 2 ou 3 horas, dependendo do número de dançadores. Na última “volta”- em São Paulo chamada “Cajuru”- forma-se uma roda onde o promesseiro dança carregando imagem do santo, retirada do altar. Em Minas Gerais, no Vale do São Francisco, a dança é desenvolvida por dez ou doze pares de moças, todas vestidas de branco. Cada uma delas leva um grande arco de arame recoberto de papel de seda branco franjado, com quais fazem figurações coreográficas.

· Dança do Tamanduá (ES) - organizada em roda de homens e mulheres, um solista ao centro vai executando movimentos determinados pela letra da cantoria: pondo a mão na cabeça ou na cintura, batendo com o pé no chão, pulando para lá e para cá, mexendo com as cadeiras etc. As músicas são na forma solo-coro, o que permite improvisação nas ordens musicais cantadas pelo puxador.

· Fandango (SP) - neste Estado há duas modalidades de Fandango: o do interior e o do litoral. O primeiro revela influências do tropeiro paulista. Dançam somente homens, em número par. Vestem-se com roupas comuns, chapéus, lenço ao pescoço, botas com chilenas de duas rosetas, sem os dentes. Estas chilenas, batidas no chão, funcionam como instrumento de percussão no acompanhamento das “marcas”, como Quebra-chifre. Pega na bota, Vira Corpo, Pula sela, Mandadinho, dentre outras. A música é a moda de viola comum. O palmeado e o castanholar de dedos estão presentes no início e entre as “marcas”. O Fandango do litoral compreende uma série de danças de pares mistos, tais como: Dão-dão, Dão-dãozinho, Graciana, Tiraninha, Rica senhora, Pica-pau, Morro-seco, Chimarrita, Querumana, Enfiado, Manjericão, etc. Cada “marca” apresenta coreografia própria, assim como são também particulares a linha melódica e o texto poético.

· Jongo (MG, SP) – dança de negros organizados em roda mista, alternando-se homens e mulheres. No centro um solista, um jongueiro, que canta sua canção, o “ponto”. Os demais respondem em coro, fazendo movimentos laterais e batendo palmas, nos lugares. O solista improvisa passos movimentando todo o corpo. O instrumental é composto por dois tambores – um grande, o Tambu, e um menor, o Candongueiro; uma Puita – cuica, artesanal; um chocalho – o Guaiá, feito de folha-se-flandres. As melodias são construídas com o uso de poucos sons. A dificuldade reside no texto literário dos “pontos”, pois são todos enigmáticos, metafóricos. Quando o solista quer desafiar alguém, canta o “ponto da demanda”; este deverá decifrá-lo, cantando a resposta: diz-se então que “desatou o ponto”. Se não for decifrado, diz-se que “ficou amarrado”. Neste caso, o jongueiro “amarrado” pode passar por várias situações humilhantes e vexatórias, como cair no chão e não conseguir se levantar, não conseguir andar, etc.

· Mineiro-pau (MG, RJ) - dança executada por homens, adultos e crianças, cada um levando um ou dois bastões de madeira. Desenvolvida em círculo ou em fileiras que se defrontam, os dançarinos, voltados de frente para o seu par, realizam uma coreografia totalmente marcada pelas batidas dos bastões no chão. Sempre em compasso quaternário, o tempo forte musical é marcado com batida dos bastões no chão. A variedade na forma de bater os restantes três tempos é que dá nomes específicos às partes: “Batida de três”, “Batida de quatro”, “Batida cruzada”, “Batida no alto”, “Batida embaixo” etc. Muitos grupos têm como parte integrante o Boi Pintadinho (RJ) ou o Boi-lé (MG), com seus principais personagens: a Mulinha, o Jaguará, o Boi, os Cabeções.

· Quadrilha (todos os Estados) - própria dos festejos juninos, a Quadrilha nasceu como dança aristocrática, oriunda dos salões franceses, depois difundida por toda a Europa. No Brasil foi introduzida como dança de salão que, por sua vez, apropriada e adaptada pelo gosto popular. Para sua ocorrência é importante a presença de um mestre “marcante” ou “marcador”, pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores desenvolvem. Observa-se a constância das seguintes marcações: “Tour”, “En avant”, “Chez des dames”, “Chez des Chevaliê”, “Cestinha de flor”, “Balancê”, “Caminho da roça”, “Olha a chuva”, “Garranchê”, “Passeio”, “Coroa de flores”, “Coroa de espinhos” etc. No Rio de Janeiro, em contexto urbano, apresenta transformações: surgem novas figurações, o francês aportuguesado inexiste, o uso de gravações substitui a música ao vivo, além do aspecto de competição, que sustenta os festivais de quadrilha, promovidos por órgãos de turismo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ed.
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1976.
FERRETTI, Sérgio F. (Coord.). A Dança de Lelê. São Luis: Fund. Cultural do Maranhão, 1977.
FRADE, Cáscia. Folclore Brasileiro – Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Funarte/MEC, 1979.
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LACERDA, Regina. Folclore Brasileiro – Goiás. Rio de Janeiro: Funarte/MEC, 1977.
MARTINS, Saul. Folclore Brasileiro – Minas Gerais. Rio de Janeiro: Funarte/MEC, 1982.
MELLO, Veríssimo de. Folclore Brasileiro – Rio Grande do Norte. Rio de Janeiro: Funarte/MEC, 1977.
MENDES, Noé. Folclore Brasileiro – Piauí. Rio de Janeiro: Funarte/MEC, 1977.
MONTEIRO, Mário Ypiranga. Livronal. Manaus: Jorge Tufic Ed., sem data.
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ROCHA, José Maria Tenório. Folclore Brasileiro – Alagoas.Rio de Janeiro: Funarte/MEC, 1977.
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SOARES, Doralécio. Folclore Brasileiro – Santa Catarina. Rio de Janeiro: Funarte/MEC, 1979.
VALENTE, Valdemar. Folclore Brasileiro – Pernambuco. Rio de Janeiro: Funarte/MEC, 1979.
VIANNA, Hildegardes. Folclore Brasileiro – Bahia. Rio de Janeiro: Funarte/MEC, 1981.
VIEIRA FILHO, Domingos. Folclore Brasileiro – Maranhão. Rio de Janeiro: Funarte/MEC, 1977.

EDUCAÇÃO NO BRASIL TEM SOLUÇÃO

A EDUCAÇÃO NO BRASIL TEM SOLUÇÃO!




Segundo o dicionário, educação significa desenvolver e orientar as aptidões do indivíduo, por isso não é uma definição isolada, mas um processo que está dividido em três áreas da aprendizagem: cognitiva, afetiva e psicomotora. A área cognitiva representa o conhecimento propriamente dito, a área afetiva está relacionada com os sentimentos e a área psicomotora está ligada aos movimentos corporais. Por exemplo, quando aprendemos a descer de “rappel”, iniciamos com as formas de descida e os tipos de cordas existentes; depois experimentamos o medo do desconhecido, a adrenalina e a emoção de realizar uma atividade nova; concomitante, executamos os movimentos com o nosso corpo para descer de uma elevação.

Parafraseando Paulo Freire, educar é influenciar um aluno de tal maneira que ele não se deixe influenciar, para isso deve-se quebrar o velho paradigma educacional onde o aluno torna-se um espectador passivo no processo ensino-aprendizagem. Educar é como uma máquina, todas as peças devem estar em perfeitas condições para o seu funcionamento. Sabemos quais são as engrenagens da máquina educadora? Será que podemos melhorar a educação em nosso país? Por quê sempre culpamos o Governo, se somos co-responsáveis na aprendizagem, seja como aluno, pais ou professor. Para atenuar os problemas educacionais em nosso país, tem que haver um comprometimento do Governo, da iniciativa privada, dos diretores e dos professores, deve-se criar um ambiente propício para que o aluno possa desenvolver o seu potencial.

Nossos governantes devem estabelecer um piso salarial diferenciado para os educadores em cada nível de ensino. Desta forma, valorizamos ainda mais a profissão e com isso diminuímos o chamado professor “beija-flor”, que ensina em mais de uma instituição para complementar a sua renda. Podem também, criar centros de treinamentos esportivos, diversificando a prática desportiva no país e incentivando a iniciativa privada, por meio da isenção de alguns impostos, a realizarem olimpíadas, propagandas e congressos. O Governo pode também estabelecer medidas preventivas para a redução da evasão escolar, decorrente inúmeras vezes da gravidez na adolescência e da violência nas escolas. Podem ainda expandir a educação profissional, de forma que após a conclusão do ensino médio, o jovem esteja apto a enfrentar o mercado de trabalho. Uma outra maneira seria disponibilizar um “site” educacional que contenha “lições aprendidas”, ou seja, experiências bem-sucedidas que foram praticadas em algum lugar e tiveram um resultado satisfatório, de forma que possam servir de modelo para outras instituições de ensino. Como fator de motivação, podem proporcionar concursos incentivando os diretores e professores a empenharem-se na busca de idéias eficazes referentes ao processo educacional.

No momento em que as empresas privadas descobrirem que podem participar na formação cultural dos jovens, teremos um Brasil melhor. Por intermédio de financiamentos de feiras de ciências, de abertura de bibliotecas em comunidades carentes e promoções culturais que estimulem o aluno a pesquisar e escrever sobre algum tema.

Os diretores das escolas têm um papel fundamental na fiscalização da conduta dos alunos, devendo reunir, no mínimo, trimestralmente os pais e responsáveis com os professores, não apenas para esporem os óbices dos discentes, mas para integrarem-se à comunidade. Os diretores podem cobrar, antecipadamente, os planos de aula dos professores, bem como uma conduta que atenda aos preceitos da moral e da ética, pois nossos jovens são carentes de exemplos a serem seguidos.

Por último enão menos importante, temos a figura do professor que representa a peça-chave do processo ensino-aprendizagem. Um país com dimensões continentais e grandes diferenças sociais somente os mestres têm a capacidade de compreender as dificuldades e as principais reformas relacionadas com o ensino. Buscando sempre o auto-aperfeiçoamento e a capacitação profissional, para estar à altura das cobranças que hão de surgir. Os professores devem ainda, conhecerem as técnicas de didática, utilizando vários processos de ensino para que o aluno não seja apenas espectador e sim busque o conhecimento, o chamado “aprender a aprender”, imprescindível para a construção de um conhecimento sólido.

A partir dos aspectos mencionados, percebemos que a educação no Brasil tem solução, desde que seja realizado um trabalho de comprometimento de todos os envolvidos na educação. Existem inúmeras fórmulas de realizarmos uma mudança no sistema de ensino brasileiro, mas somente funcionará, se olharmos para educação como um processo contínuo e duradouro. Desta forma será criado um ambiente favorável para que os nossos jovens possam estudar sem preocupação com a violência, com filho que nasceu sem planejamento familiar e com os pais que estão desempregados.
Shvoong