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terça-feira, 29 de setembro de 2015

ANOREXIA NERVOSA E BULIMIA



O que é Anorexia Nervosa?
É um transtorno alimentar em que a pessoa priva-se de se alimentar, levando-a a um emagrecimento a níveis abaixo do peso mínimo normal. Essas pessoas, na maioria mulheres, têm plena convicção de que são gordas e a idéia de virem a ganhar gramas, as apavora e gera angústia. O peso corporal é uma obsessão e o pensamento gira sempre em torno de comida.

As anoréxicas desenvolvem rituais estranhos em torno da alimentação e muitas vezes comem escondido. Outra obsessão são os exercícios físicos que chegam a ser praticados em exagero para acelerar a perda de peso e compensar o mínimo de ingesta alimentar.

A Anorexia Nervosa faz com que a vivência da forma do corpo seja distorcida e gera sofrimento. Chegam a necessitar de internamento hospitalar devido ao risco de óbito pela baixa ingesta alimentar.

Anorexia Nervosa esta associada á depressão e por isso é tratada com antidepressivos. A psicoterapia atua sobre esses fatores e ajuda o indivíduo a previnir e identificar recaídas.
Consequências

MULHERES:
. Em muitos casos acabam por perder a identidade;
. Há uma tendência para o suicídio;
. Uma verdadeira desmotivação de vida;
. São levadas a uma desnutrição grave;
. a uma paragem cardíaca, devido a uma baixa de potássio no sangue.
. A adolescente anoréctica envelhece prematuramente;
. os cabelos caiem;
. a pele seca enrruga-se;
. as unhas ficam quebradiças;
. o pulso é mais lento (por vezes menos de 60 pulsações), as extremidades estão geralmente frias;
. a tensão arterial baixa;
. os períodos menstruais tornam-se extremamente irregulares.

HOMENS:
. perda de capacidade de erecção;
. perda gradual do desejo sexual;
. ingestão quase exclusiva de frutas e saladas;
. tendência para maior agressividade e isolamento social;
. hiperactividade física;
. perturbações do sono.
O que é a Bulimia ?

É um transtorno alimentar em que o indivíduo tem episódios frequentes de ingesta alimentar compulsiva. Em pouco tempo o bulímico consome grande quantidade de alimentos e de preferência, alimentos hipercalóricos.
Come muito rápido e chega a passar mal, pois ingere grandes quantidades de comida num período de tempo determinado. Para compensar a ingesta alimentar exagerada, o bulímico faz longos períodos de jejum, induzem vômitos, usam laxantes, diuréticos, enemas e praticam exercícios físicos de forma obsessiva.

Como na Anorexia Nervosa , há a interrupção da menstruação; o interesse exclusivo por alimentos e calorias e rituais alimentares; obsessão por exercícios físicos; a presença de depressão grave e o comer escondido como prática comum.

No aspecto psicoterápico a questão gira em torno do controle, que surge excessivo nos jejuns e desaparece por completo nas compulsões. È quase regra que o bulímico padeça de sentimento de culpa após seus rituais de comer compulsivo e tenha dificuldades nos relacionamentos interpessoais.

FIQUE POR DENTRO:

As mulheres são largamente mais acometidas pela anorexia, entre 90 e 95% dos casos são mulheres. A faixa etária mais comum é a dos adultos jovens e adolescentes podendo atingir até a infância, o que é bem menos comum. A anorexia é especialmente mais grave na fase de crescimento porque pode comprometer o ganho esperado para a pessoa, resultando numa estatura menor do que a que seria alcançada caso não houvesse anorexia. Na fase de crescimento há uma necessidade maior de ganho calórico: se isso não é obtido a pessoa cresce menos do que cresceria com a alimentação normal. Caso o episódio dure poucos meses o crescimento pode ser compensado. Sendo muito prolongado impedirá o alcance da altura geneticamente determinada. Na população geral a anorexia atinge aproximadamente 0,5%, mas suspeita-se que nos últimos anos o número de casos de anorexia venha aumentando. Ainda é cedo para se afirmar que isto se deva ao modelo de mulher magra como o mais atraente, divulgado pela mídia, esta hipótese está sendo extensivamente pesquisada. Para se confirmar se a incidência está crescendo são necessários anos de estudo e acompanhamento da incidência, o que significa um procedimento caro e demorado. Só depois de se confirmar que o índice de anorexia está aumentando é que se poderá pesquisar as possíveis causas envolvidas. Até bem pouco tempo acreditava-se que a anorexia acontecia mais nas sociedades industrializadas. Na verdade houve falta de estudos nas sociedades em desenvolvimento. Os primeiros estudos nesse sentido começaram a ser feitos recentemente e constatou-se que a anorexia está presente também nas populações desfavorecidas e isoladas das propagandas do corpo magro.

sábado, 11 de dezembro de 2010

CHIKUNGUNYA: NOVO VÍRUS, OUTRA HISTÓRIA

Aedes aegypti
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (08/12/2010) o início da vigilância e do controle no Brasil da febre de chikungunya. A doença é causada por vírus, que assim como a dengue, é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Segundo o governo, nos meses de agosto, outubro e setembro, os primeiros três casos da doença foram registrados no Brasil. Dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro, todos em pacientes que foram infectados em países da Ásia (Índia e Indonésia).

A chikungunya provoca, em um primeiro estágio, febre alta, mal estar e dores nas articulações. Os sintomas aparecem entre 3 a 7 dias depois de o paciente ser picado pelo mosquito transmissor da doença contaminado. Durante os primeiros cinco dias do aparecimento dos sintomas, se o paciente for picado pelo Aedes aegypti, ele transmite o vírus para o mosquito.

A doença pode ser identificada a partir de sintomas como febre alta, de início repentino, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, dores de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Outro fator importante para a realização do diagnóstico é o histórico de viagens para locais do sudeste asiático e de alguns países da costa leste africana, de onde a doença é originária.
viruschikun
 
Foram registrados surtos da doença, em 2004, no sudeste asiático e, em 2006, na Índia, onde foram infectadas 1,3 milhão de pessoas, sem nenhuma morte registrada.
 
Cinco dias após o início dos sintomas não há mais possibilidade de transmissão da doença para o mosquito. O tratamento é similar ao da dengue, com o uso de paracetamol, antiinflamatórios e até corticoides. O Governo Federal  aconselha a quem for viajar para África e sudeste da Ásia adotar medidas de prevenção, como uso de repelentes e mosquiteiros.
 
CONHECENDO O MOSQUITO:
Menor que os mosquitos comuns, o Aedes aegypti é preto com pequenos riscos brancos no dorso, na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano.
O macho, como os de qualquer espécie, alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos que são depositados separadamente nas paredes internas de objetos, próximos a extensas superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência. No momento da postura são brancos, mas logo se tornam negros e brilhantes.

O Aedes aegypti é um mosquito urbano, embora já tenha sido encontrado na zona rural. Acredita-se, porém, que para lá tenha sido levado em recipientes que continham ovos ou larvas. Próprio das regiões tropical e subtropical, não resiste a baixas temperaturas nem a altitudes elevadas.
Histórico - O primeiro foco da doença foi registrado na Tanzânia, na década de 1950. A partir de 2004, vários registros de surtos foram identificados, sobretudo na África e no Sudoeste Asiático. Um surto também foi confirmado na Itália.

CURIOSIDADES:
  •  Surgiu na Tanzânia em 1952 e se prolifera na África e no Sudeste Asiático. 
  • O nome chikungunya significa "aqueles que dobram". 
  • O principal temor é que alguém que trouxe o vírus de outro país seja picado pela Aedes aegypti, o que pode causar uma transmissão do chikungunya em larga escala, tal qual acontece com a dengue.
  • A letalidade é próxima de zero.
  • Caracterizada por febre e principalmente por fortes dores nas articulações que duram até seis meses.
  • Não há transmissão de uma pessoa para outra.


A melhor estratégia para combater a doença é atacar na origem do problema: o nascedouro dos mosquitos. O Aedes Aegypti, proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações (casas, apartamentos, hotéis etc.) em qualquer coleção de água limpa (caixas d'água, cisternas, latas, pneus, cacos de vidro, vasos de plantas). As bromélias, que acumulam água na parte central (aquário), também podem servir como criadouros.
 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

FOBIAS ( MEDOS ) , PORQUE?



O medo é uma reação que normalmente ocorre nas pessoas e tem por função nos proteger do perigo.Constitui-se em uma emoção universalmente experimentada e em até certo grau, fundamental à vida.
Fobia (do Grego φόβος "medo"), em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objetos, animais ou lugares.

Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro dos transtornos de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares.

A fobia na verdade é uma crise de pânico desencadeada em situações específicas. Existem três tipos básicos de fobias, que são:
  • A agorafobia (literalmente, medo da ágora, as praças de mercado - o nome é muito antigo) que é o medo generalizado de lugares ou situações aonde possa ser difícil ou embaraçoso escapar ou então aonde o auxílio pode não estar disponível. Isso inclui estar fora de casa desacompanhado, no meio de multidões ou preso numa fila, ou ainda viajar desacompanhado
  • A fobia social, quando a pessoa tem um medo acentuado e persistente de "passar vergonha" na frente de outros, muitas vezes por temor de que as outras pessoas percebam seus sinais de ansiedade. Ela pode ser específica para uma situação (por exemplo assinar cheques ou escrever na frente dos outros) ou generalizada (por exemplo participar de pequenos grupos, iniciar ou manter conversação, ter encontros românticos, falar com figuras de autoridade, etc.)
  • E as fobias específicas, quando o medo acentuado e persistente é na presença (ou simples antecipação) de coisas como voar, tomar injeção, ver sangue, altura. Ou ainda o medo específico de elevador, dirigir ou permanecer em locais fechados como túneis ou congestionamentos.
Fortes emoções em geral ficam ligadas ao que acontece em volta. Em geral as fobias ocorrem quando a crise de pânico é desencadeada em situações que já são potencialmente perigosas.

Por exemplo: nenhum animal (e nós somos animais, lembra-se?) gosta de ficar acuado ou perto de algum outro animal que possa lhe trazer riscos.

Estar preso no trânsito, num elevador, num shopping é, para quem sofre de certos tipos de fobia, uma situação de "ficar acuado", sem saída. Por isso, muitos pacientes com pânico acabam desenvolvendo fobias a lugares fechados.

Os sintomas são:
 transpiração excessiva, taquicardia, náusea, vertigem, calafrios, dor no peito, sensação de falta de ar e formigamento.
Muitos neurocientistas explicam que a causa da fobia pode estar relacionada com fatores biológicos, como um aumento do fluxo sanguíneo e maior metabolismo no lado direito do cérebro em pessoas fóbicas.

Tratamento:
 É feito com psicoterapia ou medicação ou ambos. Contudo, as abordagens psicoterapêuticas e o uso de medicação são objeto de desacordo entre os profissionais. A razão é simples: nenhum deles isoladamente ou a associação dos dois resolve os problemas de todos os pacientes.

Os medicamentos mais usados são:


-- Antidepressivos,

-- Ansiolíticos, particularmente os benzodiazepínicos,

-- Betabloqueadores.
Eles são usados isoladamente ou em associação.

OS MEDICAMENTOS SÓ DEVEM SER USADOS SOB SUPERVISÃO DE UM MÉDICO ESPECIALISTA PORQUE ALGUMAS ASSOCIAÇÕES SÃO TÓXICAS E ATÉ MESMO LETAIS. DEPENDENDO DO PRINCÍPIO ATIVO, PODE SER NECESSÁRIO ESPERAR VÁRIOS DIAS PARA COMEÇAR COM OUTRO, OU PODE SER NECESSÁRIO ALGUMA RESTRIÇÃO ALIMENTAR OU MESMO A RETIRADA DE MEDICAMENTOS USADOS PARA DIFERENTES PROBLEMAS DE SAÚDE.

www.cerebromente.org.br/n05/doencas/fobias.htm

sábado, 16 de outubro de 2010

SUPERBACTÉRIA


O alerta sobre o aparecimento de uma superbactéria resistente a quase todos os antibióticos e capaz de se espalhar pelos países do globo, suscitou o medo do surgimento de uma nova pandemia.

Em artigo publicado na edição online da revista média The Lancet, médicos relataram ter encontrado um novo gene, identificado como NDM-1, que altera a bactéria, tornando-a resistente a quase todos os antibióticos conhecidos. O gene foi detectado primeiro na bactéria E.coli, a causadora mais comum das infecções do trato urinário e cujas estruturas de DNA podem ser facilmente copiadas e passadas para outros tipos de bactéria.

Os pesquisadores disseram que o gene da superbactéria aparentemente tem ampla circulação na Índia, onde o sistema de saúde tem menos possibilidade de identificar sua presença ou de ter antibióticos adequados para tratar os pacientes. "O potencial do NDM-1 se tornar um problema de saúde mundial é grande e é necessária uma vigilância internacional", escreveram os autores do artigo. Ainda assim, o número de pessoas nas quais o gene da superbactéria foi identificado é pequeno.

"Provavelmente estamos no início de outra onda da resistência a antibióticos, embora ainda tenhamos poder para impedi-la", disse Christopher Thomas, professor de genética molecular da Universidade de Birmingham, que não tem ligação com o estudo. Thomas disse que uma vigilância mais estrita e procedimentos de controle de infecções podem barrar a disseminação do gene bacteriano. Ele afirmou que, embora as pessoas que vão a hospitais tenham pouca possibilidade de entrar em contato com uma bactéria com o gene, elas devem permanecer vigilantes sobre as medidas de higiene, como lavar as mãos adequadamente.

Prevenção – Em tese, o controle da resistência bacteriana é simples: pode ser feito a partir do o uso de luvas e aventais, até a simples higienização das mãos. A dificuldade é que nem sempre as orientações são seguidas. “A resistência bacteriana é um problema de saúde pública. Qualquer pessoa pode ser vítima de um acidente, ou ter câncer, necessitar de internação hospitalar e acabar adquirindo uma bactéria multirresistente”,

Até agora, a maior parte das infecções com micróbios com o gene NDM-1 são passíveis de tratamento.

No entanto, pelo menos um tipo de infecção por NDM-1 estudado pelos cientistas até agora é resistente a todos os tipos de antibióticos disponíveis.

Infecções deste tipo já foram registradas nos Estados Unidos, no Canadá,na Índia, na Austrália e na Holanda. Para impedir que a NDM-1 se espalhe, os cientistas recomendam que se identifique e isole rapidamente pacientes diagnosticados com infecções do tipo.