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quarta-feira, 11 de maio de 2011

KU KLUX KLAN

Seus integrantes usavam capuz branco e roupão para esconder a identidade e aterrorizar suas vitimas. A sociedade secreta e racista, Ku-Klux-Klan, era presidida por um “Grande Sacerdote” e, abaixo deste, havia uma rígida hierarquia de cargos.

Em 1882, a Suprema Corte do país declarou inconstitucional a existência da Ku-Klux-Klan, mas ressurgiu em 1915 de forma legal na cidade de Atlanta, Estado da Geórgia.
Originalmente, a Klan foi fundada como um clube de amigos, em 1866; logo depois, portanto, da Guerra de Sucessão. Os sulistas, humilhados pela derrota, queriam compartilhar a camaradagem desenvolvida no tempo da guerra. Escolheram "Kuklos", que significava círculo em grego, e acrescentaram "Klan" pelo efeito repetitivo do fonema inicial. Alguns consideram que é uma onomatopéia: ku klux klan reproduziria o som de um fuzil sendo armado. Inicialmente, pretenderam garantir os direitos da maioria branca do sul contra os aventureiro nortistas (yankees) e dos picaretas (carpetbaggers) que pilhavam a região vencida. Outra motivação não menos importante, era a de impedir a ascensão social dos negros. Sobretudo depois de descobrirem que as suas sinistras túnicas provocavam verdadeiro pavor entre eles. Em 1867, estabeleceu-se, formalmente, o "império invisível do Sul". Seus atos terroristas foram tantos que, em 1871, o governo Grant estabeleceu o "Regulamento da Klan", que autorizava o presidente a suspender a vigência do "habeas corpus"e a suprimir a violência pela força. A repressào conteve o movimento, mas não impediu que milhares de atos violentos fossem cometidos. Assassinatos. Pichações. Incêndios. Pancadarias.

Em 1915, William Simmons reorganiza o movimento no Estado da Georgia, na noite de Ação de Graças. Colocando-se como "Bruxo Imperial", defendia a "supremacia branca", excluindo estrangeiros, judeus e católicos de seus quadros, por contrariarem o "american eay of life". A explosão numérica de adeptos da klan se deveu ao trabalho competente dos senhores Clark e da senhora Tyler, especialistas em levantamento de fundos. Exploravam o anti-catolicismo, o anti-semitismo, o racismo implícito na sociedade americana, atraindo uma legião de sádicos e perversos, em todo o país. Principalmente nas pequenas cidades, já que nos grandes centros urbanos nunca obtiveram resposta positiva aos seus desmandos.
Após a Crise de 29, o Ku Klux Klan entrou em decadência, e mesmo após diversas tentativas de ressurreição, o movimento não obteve o mesmo sucesso de antigamente. O principal motivo para esse declínio talvez seja o fato de a mentalidade dos americanos ter sido mudada gradativamente, principalmente no que se refere à importância do negro para a nação.

Hoje, a Ku Klux Klan conta apenas com um efetivo de 3 mil homens em todos os antigos "estados confederados", apesar do baixo número de associados, muitos não associados apoiam a organização.

Sua doutrina não é unicamente o racismo aos negros,  se estende ao nacionalismo e xenofobia (aversão a estrangeiros). O símbolo da nova organização é uma cruz em chamas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

ATUALIDADE : RESTRIÇÃO DA CIRCULAÇÃO DE PESSOAS NA EUROPA


COMO É A LIVRE CIRCULAÇÃO HOJE:
A livre circulação de pessoas é um direito fundamental dos cidadãos da União Europeia (UE) consagrado nos Tratados. É realizada através do espaço de liberdade, segurança e justiça sem fronteiras internas. A supressão das fronteiras internas exige uma gestão reforçada das fronteiras externas da União, assim como a regulamentação da entrada e residência de cidadãos de países terceiros, através de uma política comum de asilo e imigração.


O conceito de livre circulação de pessoas surgiu com a assinatura do Acordo de Schengen, em 1985, e a subsequente Convenção de Schengen, em 1990, que deu início à abolição dos controlos fronteiriços entre os países participantes. Fazendo parte do quadro jurídico e institucional da UE, a cooperação Schengen tem sido alargada, gradualmente, para incluir a maioria dos Estados-Membros da UE, assim como alguns países terceiros.


PRETENSÕES INVERSAS:
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciaram, após uma cúpula bilateral em Roma, que enviaram uma carta conjunta ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, exigindo «modificações» no Tratado de Schengen que estabelece a livre circulação de pessoas, em face das «atuais circunstâncias excepcionais». No comunicado conjunto que Berlusconi e Sarkozy enviaram a Durão Barroso, a França e a Itália exigem uma reforma do Acordo de Schengen e o reforço da Agência Europeia do Controle de Fronteiras como forma de combater a imigração ilegal.

Os dois líderes direitistas reuniram-se com o objetivo de amenizar as relações entre a França e a Itália, que ficaram tensas devido ao aumento da imigração proveniente do norte de África. Da reunião saiu o compromisso de pressionar os demais países da Europa para que as regras de circulação de pessoas sejam revistas.

Durante 2011 cerca de 25 mil emigrantes entraram na Europa através do sul da Itália. Grande parte deles dirigiram-se à França.
No mesmo rumo de restrições à livre circulação de pessoas, com viés racista, a França e a Alemanha já tinham informado em dezembro passado à Comissão Europeia sua decisão de impedir a entrada da Bulgária e da Romênia no Espaço Schengen, anunciou um porta-voz da comissão.

Questionado hoje sobre a posição da Comissão, o porta-voz Olivier Bailly lembrou que o executivo da União Europeia vai apresentar na próxima quarta-feira, 4 de Maio, uma comunicação sobre política de imigração, em termos mais globais, mas que «provavelmente» incluirá «pistas de reflexão» sobre a necessidade de clarificação das regras do Tratado de Schengen.
Itália e França viram aumentar o fluxo de imigração ilegal proveniente do norte de África na sequência das revoltas populares em países árabes.

O espaço Schengen integra 25 países, permitindo a cerca de 400 milhões de pessoas circular livremente da Finlândia à Grécia, de Portugal à Polônia, sem terem de mostrar o passaporte.

Apenas o Reino Unido e a Irlanda, países insulares, decidiram manter-se fora do espaço Schengen, que inclui em contrapartida três países não membros da União Europeia: Suíça, Noruega e Islândia.