terça-feira, 22 de março de 2011

ERROS QUE SE REPETEM

"Em dezembro de 2010, uma menina de 12 anos morreu após ter recebido vaselina na veia ao invés de soro no Hospital Municipal São Luiz Gonzaga, em São Paulo".

"Uma menina de 1 ano teve parte do dedo cortado  por uma auxiliar de enfermagem durante a retirada de um curativo no Hospital Geral do Mandaqui, na zona norte de São Paulo".
 
"Investigada sob a suspeita de ter injetado alimento na veia do menino Caio Ribeiro de Andrade, de quatro anos, a técnica de enfermagem do Hospital São Luiz, no Morumbi (zona oeste de SP), Elisabete Holanda, 54 anos, negou à Polícia Civil ter cometido qualquer erro no atendimento à criança". 

"Após passar três dias internada em uma maca no corredor do pronto-socorro do Hospital Municipal Dr. Alexandre Zaio, na Vila Nhocuné (zona leste de São Paulo), a dona de casa Silvia Regina Correa Puertas, 48 anos, foi surpreendida com uma indicação de alta. Com quadro de anemia, ela ainda se sentia fraca quando foi levada pelo marido para casa, às 11h30 da última sexta-feira. Menos de dez horas depois, morreu, vítima de um aneurisma".
- O número de profissionais que cometem erro é pequeno, mas a questão é como erra. Em cinco anos, houve aumento de 30% de erros desses profissionais no Brasil e os conselhos têm julgado e punido com a perda do direto [ de atuar na área].

Há hoje no Brasil 1,5 milhão de profissionais na área – são 300 mil enfermeiros e 1,1 milhão de técnicos e auxiliares, em números do Cofen.

- Faltam políticas públicas que disponibilizem cursos de capacitação para esses profissionais. Eles não têm como se atualizar por conta própria, porque já ganham muito pouco.

- A sobrecarga de trabalho naturalmente causa estresse, fadiga profissional, e isso se soma ao baixo nível de remuneração, compensado com três, quatro empregos. Mas isso não isenta a culpa.

A cada dois dias, um profissional de enfermagem de São Paulo é acusado de erro durante atendimento médico. Foram 980 queixas entre 2005 e 2010 (250 delas no ano passado). Os dados são do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP). Em 20 desses casos, a falha resultou na morte do paciente ou em danos definitivos.
 
Do código de ética dentre os princípios fundamentais consta no Art. 1º A enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde do ser humano e da coletividade, atua na promoção, proteção, recuperação da saúde e na reabilitação das pessoas, respeitando os preceitos éticos e legais.



Dos Direitos: no Art.7 Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência legal. No Art.14 Atualizar-se seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais.


Das Responsabilidades :no Art. 16 Assegurar ao cliente uma assistência de enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência e imprudência. No Art. 19- Promover e ou facilitar o aperfeiçoamento técnico, científico e cultural do pessoal sob sua orientação e supervisão. No Art.20- Responsabilizar-se por falta cometida em duas atividades profissionais, independente de ter sido praticada individualmente ou em equipe.
Os técnicos e os auxiliares de enfermagem são os profissionais diretamente envolvidos no preparo e administração de medicamentos que, na prática cotidiana, encontram-se sob a supervisão do enfermeiro. Assim, a despeito desses profissionais possuírem formação curricular que oferece suporte técnico para a realização do procedimento, observa-se que, muitas vezes, o subsídio teórico, especialmente no que se refere à farmacologia, é insuficiente. Portanto, pode-se dizer que a falta de preparo tem sido associada a ocorrências de vários erros, os quais apresentam sérias conseqüências ao profissional, à instituição e ao paciente.



ALGUNS ERROS MÉDICOS:

A clínica de fertilidade que usou o esperma errado
Quando Nancy Andrews dos EUA, de etnia hispânica, engravidou através de fertilização “in vitro” ela e seu marido esperavam uma filha. O que eles não esperavam é que a menina fosse negra, já que seu marido é caucasiano. Exames de DNA indicam que os médicos da clínica utilizaram o esperma de outro homen para inseminar os óvulos de Nancy.

Recebeu o pulmão e coração errados
Jésica Santillán, de 17 anos, recebeu o coração e os pulmões de um doador incompatível. Os médicos Centro Médico da Universidade de Duke parecem não ter feito a verificação de compatibilidade antes da cirurgia. Depois de um segundo transplante para corrigir o erro ela sofreu danos neurológicos e outras complicações que adiantaram o seu falecimento.

Jésica tinha sangue tipo ‘O’ e recebeu os órgãos de um doador tipo ‘A’.

Uma lembrança de 33 centímetros
Donald Church, de 49 anos, tinha um tumor no seu abdômen quando chegou no Centro Médico da Universidade de Washington, em junho de 2000. Quando ele recebeu alta o tumor havia sido removido, mas um afastador de metal de 33 centímetros de comprimento permaneceu no seu abdômen por engano.

Ponte de safena feita em artéria errada
Dois meses depois de uma operação de ponte de safena dupla, que deveria ter salvado a sua vida, o comediante Dana Carvey, que atuava no Saturday Night Live, recebeu uma notícia deprimente: o cirurgião cardíaco havia operado a artéria errada. O homem de 45 anos, e pai de duas crianças pequenas — para resolver o problema de um bloqueio que poderia ter tirado a sua vida — foi encaminhado para outra cirurgia de emergência.



Rim saudável é removido no lugar do órgão doente
No estado de Minnesota, nos EUA, um paciente foi submetido a uma remoção de rim por causa de um tumor maligno. Infelizmente o rim removido foi o saudável.

“A descoberta de que este foi o rim errado foi feito no dia seguinte quando o patologista examinou o material e não encontrou evidência de qualquer malignidade”, disse o Dr. Samuel Carlson, o médico chefe do Park Nicollet Hospital. O rim potencialmente canceroso permaneceu intacto e funcionando.

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